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É verdade que Giordano Bruno era um santo? E morreu por defender o sistema Copérnico ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 9 de abril de 2017 | 22:02




Verdade seja dita: Giordano Bruno de santo e mártir não tinha nada !!!



É sempre preciso lembrar que Julgar o passado com a mentalidade do presente chama-se: ANACRONISMO. Podemos julgar a Inquisição e as Cruzadas com a mentalidade do presente, sem entender o contexto histórico e a mentalidade do passado? Se fizermos isto estaremos caindo em um injusto anacronismo.A Igreja sempre ensinou que a pena de morte é legítima. Ela não poderia ir contra o que a Bíblia ensina de modo tão explícito.Vários santos defenderam a pena capital, entre eles: São Jerônimo, o doutor máximo das Escrituras, Santo Agostinho, São Pio V, São Pio X e São Tomás, o maior doutor da Igreja.Quem se opõe à pena de morte não é a Igreja, mas alguns padres,bispos e leigos que não conhecem o magistério da Igreja. Os maus devem ser punidos, é o que ensina São Tomás na "Suma contra os gentios", em que cita algumas passagens da Bíblia:Diz o Apóstolo: "Não sabeis que um pouco de fermento corrompe a massa?" (ICor 5, 6e13), acrescentando logo após: "Afastai o mal de vós". Referindo-se à autoridade terrestre, diz que: "Não sem razão leva a espada, é ministro de Deus, punidor irado de quem faz o mal" (Rm 13,4). Diz S. Pedro: "Sujeitai-vos a toda criatura humana por causa de Deus; quer seja rei, como soberano; quer sejam governantes, como enviados para castigar os maus, também para premiar os bons" (1Pd 2,13-14).De acordo com essas passagens, a punição é necessária, e os governantes têm o direito de punir.

 

São Tomás de Aquino defendia a pena de morte para estes casos. Ele trata desse problema na Suma Teológica no Tratado da Justiça II, IIae, Q. 64, a.2.Nsse artigo 2 da Súmula Teológica ele reponde à questão: "Se é lícito matar os pecadores". Evidentemente, ele trata, aí, se é lícito à autoridade pública matar os pecadores (E não a Igreja que nunca matou e nunca torturou ninguém, quem fazia isto era o braço secular), porque ao indivíduo enquanto tal, é claro que isso não é lícito, pois o  quinto mandamento da lei de Deus diz : "Tu não matarás". São Tomás mostra que, na Sagrada Escritura, o próprio Deus diz a Moisés: "Não permitirás que vivam os feiticeiros" (EX, XXII, 18).   Dando solução ao problema posto na questão 2  diz São Tomas:



 "Conforme já foi exposto [no artigo 1 da Q. 64] é lícito matar os animais brutos, enquanto eles são ordenados por natureza ao uso dos homens, como o imperfeito se ordena ao perfeito.Pois toda a parte se ordena ao todo, como o imperfeito ao perfeito, e, por isso, cada parte existe naturalmente para o todo.Assim, nós vemos que se fosse necessário para a saúde de todo o corpo humano a amputação de algum membro, por exemplo, se a parte está apodrecida e pode infeccionar as demais partes, tal amputação seria louvável e salutar. Pois bem, cada pessoa singular se compara a toda a comunidade como a aparte para o todo. Portanto, se um um homem é perigoso para a sociedade e a corrompe por algum pecado, louvável e salutarmente se lhe tira a vida para  a conservação do bem comum, pois como afirma São Paulo, "um pouco de fermento corrompe toda a massa".



Esta era a mentalidade da época, somos filhos de cada tempo.




A VERDADE DOCUMENTAL:


Quem tem o mínimo de conhecimento histórico, sabe que Giordano Bruno não foi condenado por sua defesa do sistema Copérnico como afirma os mentirosos, nem por sua teoria da pluralidade dos mundos habitados, mas por sua idéias teológicas repletas de erros. Ele afirmava, por exemplo, que Cristo não era Deus e sim um hábil mágico, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o Diabo seria salvo.





Quem foi? Que pensava?


Filipe (em religião, Bruno) nasceu em Nola (província de Nápoles) no ano de 1548 em pleno período de ebulição religiosa devida ao Protestantismo. Aos quatorze anos, entrou no Convento de S. Domingos, onde, depois de haver professado a Regra Dominicana, foi ordenado sacerdote em 1572. Esses anos de estudos foram decisivos para a sua formação intelectual: leu filósofos e teólogos da antiguidade e da Idade Média; estudou obras clássicas e outras dentre as muitas que o Renascimento havia posto em evidência no cenário intelectual da Europa. Em breve começou a conceber ideias estranhas, que entravam em conflito com verdades da fé; Bruno mesmo confessou que, desde os dezoito anos de idade, se pôs a duvidar da SS. Trindade e da Encarnação do Verbo. Inclinava-se desde então a uma interpretação racionalista dos artigos do Credo, concebendo o Filho como “o intelecto do Pai” e o Espírito Santo como “a alma e o amor do universo”. As práticas do culto religioso lhe pareciam ser formas de superstição, devidas à ignorância; as religiões seriam boas na medida em que contribuíssem para morigerar os povos e orientar os governos. Assim Bruno já antecipava o racionalismo e o iluminismo dos séc. XVII e XVIII.



Em consequência, foi acusado de heresia no seu convento em Nápoles. Em 1576 fugiu para Roma; depôs o hábito religioso, e começou a viajar a fim de disseminar as suas ideias.


Esteve em Savona, Turim, Veneza, Pádua; nesta cidade deixou-se persuadir de que devia retomar o hábito. Partiu para Lião. Ali foi desaconselhado de ficar; por isto seguiu para Genebra (Suíça), esperando “lá viver em liberdade e estar seguro”; tirou de novo o hábito, e inscreveu-se no Calvinismo, religião dominante na cidade; em breve, porém, entrou em conflito com um dos professores de teologia locais; donde resultou ser encarcerado e processado. Bruno doravante concebeu ainda maior aversão do Calvinismo do que do Catolicismo. Afim de reconquistar a liberdade, prometeu emendar-se e, pouco depois, partiu para Tolosa e Paris (1582); nesta cidade publicou algumas obras, entre as quais “Candelaio” (Candelabro), comédia das mais vivazes e obscenas da sua época.


Em Paris deram-se tumultos em torno de suas ideias; Bruno tinha Aristóteles na conta do mais estúpido dos filósofos e dizia que, após a morte, a sua alma emigrara para dentro de um asno. Por isto, com os favores do rei Henrique III da França, foi para Londres, onde ficou de 1583 a 1585. Tendo-se indisposto com os intelectuais de Londres e Oxford, voltou para Paris, onde não pôde permanecer; passou então para a Alemanha, detendo-se em Mogúncia, Wittenberg, Helmstàdt e Francoforte; entrementes foi a Praga na Boêmia. Facilmente Bruno atribuía aos seus adversários os cognomes de “asno, porco, urso, lobo, besta, louco”. Vários de seus escritos eram permeados de lascívias e obscenidades ou mesmo de blasfêmias; e defendiam a poligamia.



Perante a Inquisição


Estando Bruno em Francoforte, recebeu de Giovanni Mocenigo, rico comerciante de Veneza, um convite para ensinar a este a arte da memória. Bruno se dirigiu então a Veneza, mas Mocenigo, escandalizando-se por suas ideias, denunciou-o ao S. Ofício (Inquisição) como sendo herege.


O primeiro processo do S. Ofício começou em 1592; parecia que acabaria em favor de G. Bruno, pois este reconhecia ter falado “demasiado filosoficamente, desonestamente e não como bom cristão”; pediu perdão e mostrou o desejo de voltar à Igreja Católica. Terá sido sincero? Há quem julgue que Bruno se retratou apenas para reaver a liberdade e conseguir voltar a Roma, onde tencionava dar nova repercussão à sua doutrina.



Bruno não chegou a ser absolvido pela Inquisição de Veneza, pois Roma pediu que o acusado lhe fosse enviado; pelo que o mesmo partiu para lá em 27/2/1593. O processo, cujas atas se perderam, desenvolveu-se lentamente em Roma. Sabemos que começou aos 27 de fevereiro de 1593; mas só temos ulterior documentação datada de fins de 1599 e início de 1600 (trata-se, aliás, de curtos protocolos).


Os escritos de G. Bruno foram examinados; destes foram assinaladas oito proposições heréticas na Congregação do S. Ofício de 14/1/1599. Intimado a abjurá-las, o autor pediu prazos sucessivos, pois hesitava. Finalmente foi julgado solenemente, condenado à degradação e entregue ao braço secular. Depois de proferida a sentença, foram-lhe dados mais oito dias para se retratar.


Acompanharam-no então alguns sacerdotes, assim como os irmãos da Fraternidade de S. Giovanni Decollato, que se destinava a reconfortar espiritualmente os prisioneiros condenados à morte. Mas Giordano persistiu em recusar qualquer forma de religião positiva; rejeitou mesmo o Crucifixo que lhe apresentaram quando finalmente, aos 17 de fevereiro de 1600, foi entregue ao fogo no Campo das Flores (Roma).


Um filme de cinema alusivo ao tema reproduz as palavras que G Bruno teria supostamente proferido ao ouvir a sua sentença de condenação: “Eles (os juízes) têm mais medo do que eu”. Ora tais palavras não são referidas pelo historiador Gaspar Schopp (Sciopius). Cf. L. v. Pastor, “Geschichte der Pãpste”, t. XI. Freiburg i./Breisgau, 1927, p. 465. Os protocolos dão a saber que Bruno não foi viril quando a Inquisição lhe apresentou sentenças tiradas das suas obras, tanto em Veneza como em Roma; não teve a coragem de sustentar o que escrevera.O inquisidor chefe que condenou Giordano Bruno foi o Santo Cardeal Roberto Belarmino, a quem o papa Pio XI proclamou santo e ‘doutor da Igreja'”. Antes do mais, é preciso observar que as atas do processo de Giordano Bruno se perderam, de modo que falta base para formular notícias precisas a este respeito. Muitos apresentam alguns traços cruéis desse processo, mas não indicam fontes e autores seguros, o que permite pôr em dúvida tais relatos tendenciosos. Com efeito, levem-se em conta os seguintes dados: Durante todo o século XVII (que é o da morte de G. Bruno) raramente se encontra alguma referência a G. Bruno entre os eruditos. No século XVIII, porém, G. Bruno é frequentemente citado, principalmente pelos filósofos “livres pensadores” ou racionalistas que o tomam por expoente de suas ideias. Nos séculos XVIII e XIX a Maçonaria e o anticlericalismo se apoderaram do nome de Giordano Bruno para combater a Igreja, atribuindo a esta uma imaginária sanha de perseguição passional e cruel. Daí a suspeita de que o processo de G. Bruno tenha sido reconstituído em termos exagerados ou mesmo falsos.



Giordano Bruno foi condenado não (como por vezes se diz) por ter defendido o sistema de Copérnico (heliocentrismo) nem a pluralidade de mundos habitados (doutrinas que, de fato, ele professava), mas, sim, por causa de erros filosóficos e teológicos, como também por ter cometido apostasia e perjúrio.


Reflexão final


1) Para o homem medieval, era indiscutível o princípio de que o bem da alma mais vale do que os bens do corpo. O cidadão, na Idade Média, tinha consciência de que a alma existe, e a esta dava o lugar devido – lugar de primazia sobre o corpo. Disto se segue que tudo que dizia respeito à salvação da alma, na Idade Média, assumia importância capital; ora, entre os bens referentes à salvação da alma, contava-se (e conta-se) a verdadeira fé; a perversão do Credo, portanto, mediante a heresia era tida como mal gravíssimo.



Habituado a esta maneira de apreciar as coisas, o medieval assim raciocinava:


“Se a jurisprudência da época julga réu de morte o criminoso que põe em perigo a vida do corpo de seu semelhante, muito mais deverá ser considerado réu de morte o herege, que, contaminando a verdade (da qual se nutre a vida da alma), põe em perigo a alma de seu próximo.”


Deste raciocínio o medieval, com a consciência tranquila, concluía não somente ser lícito, mas até necessário, eliminar da sociedade os cidadãos cuja obstinação na heresia constituísse evidente perigo de deterioração da verdade revelada por Deus. Esta maneira de pensar ainda se prolongou após a Idade Média.A tal cidadão – isto é muito importante – nunca era recusada a reconciliação com Deus mediante os sacramentos da Confissão e da Comunhão; ora, absolvido sacramentalmente antes de sofrer a morte física, o réu poderia perfeitamente salvar a sua própria alma e ir para o céu (este é o único objeto que um juiz jamais poderia licitamente recusar ao réu; quanto a uma prolongada permanência neste mundo, sabemos que ela nem sempre é vantajosa para o homem!).



Note-se outrossim que, ao raciocinar de maneira tão fria, o medieval seguia uma das tendências marcantes da época – tendência a se guiar muito mais pelo rigor da lógica do que pela ternura do sentimento. O homem moderno, ao contrário, é menos propenso ao raciocínio rígido no plano da Ética e mais inclinado a se nortear pelo sentimento ou pela afetividade impulsiva (hoje em dia os homens não acreditam muito em princípios perenes, tendendo, antes, a julgar segundo critérios relativos e subjetivistas). Sendo a índole dos medievais mais especulativa e metafísica, não nos surpreenderemos pela rudez com que afirmavam e defendiam a escala dos valores que se oferecem ao homem aqui na terra.De resto, a fé era algo de tão vivo e espontâneo na Idade Média que dificilmente se admitiria viesse alguém a negar com boas intenções um só dos artigos do Credo.



2) A mentalidade que inspirou a Inquisição, longe de arrefecer no séc. XVI, foi ainda aguçada em virtude da chamada “Renascença” dos séc. XV/XVI.Com efeito, nessa época as ciências naturais progrediram grandemente, seguindo novos métodos de trabalho, que lhes proporcionaram descobertas de notável relevo. O homem de ciência assim tendia a julgar-se cada vez mais emancipado de qualquer autoridade (inclusive da fé). A “vertigem da inteligência” ia-se apoderando de alguns pensadores que de maneira mais ou menos confessada chegavam a lançar um brado de morte a Deus (tal foi o caso, por exemplo, de Campanella, 1568-1639). Em uma palavra: uma onda de ateísmo revestido da capa de ciência alastrou-se capciosamente por círculos de estudiosos do séc. XVI.Em consequência, as autoridades eclesiásticas, ciosas de conservar o patrimônio da verdade, se sentiram, a novo título, estimuladas à vigilância: desde que um filho da Igreja, como era Giordano Bruno, se mostrasse arauto da nova mentalidade, aos juízes eclesiásticos devia parecer lógico que não lhe poderiam permitir a propagação das suas ideias dissolventes; o bem coletivo, ou seja, o patrimônio da fé (que é fonte de vida espiritual) corria perigo! É o que explica o fato de que Giordano Bruno, professando uma filosofia pagã revestida ora de termos de ciências naturais, ora de termos de teologia cristã, tenha provocado contra si a ação dos Inquisidores.



3) De resto, independentemente mesmo do caso de Giordano Bruno, nunca será demasiado inculcar a distinção a se fazer entre a Igreja como tal e estes ou aqueles de seus filhos, por mais graduados que sejam. Frequentemente no decorrer da história o procedimento dos inquisidores destoou das normas oficiais da Igreja e foi objeto de reprovação por parte dos Papas.



4) A todo homem toca o Direito de Pensar com Liberdade. Mas, se alguém filia-se a uma sociedade, é de supor que esteja identificado com o pensamento e a mensagem de tal sociedade. Caso venha a fazer um pronunciamento público contrário à mensagem oficial da sociedade a que pertence, esta tem o direito – e obrigação – de contestar tal pronunciamento e censurar o respectivo arauto. No caso em foco, à Igreja tocava o dever de intervir, preservando as verdades da fé, pois estas interessam a todo o povo de Deus. Na realidade, a Igreja é Mãe e Mestra tanto daqueles que ensinam como daqueles que aprendem.


Dom Estêvão Bettencourt (OSB)




A maior punição que era dada a um herege da fé católica (Giordano Bruno era frei da ordem de S. Domenico, freis Predicadores) era a excomunhão, ou seja a expulsão da Igreja. Com isto o Giordano Bruno não teria mais a proteção da Igreja Católica e cairia sob o julgamento do braço secular do Estado, representado por seu rei ou governador. Bruno foi condenado pelo crime de lesa majestade e incitação a revoluções, além é claro, de pregar heresias, e promover orgias, poligamia, satanismo, esoterismo, rituais macabros e sexuais, etc.Neste contexto histórico existia uma relação muito íntima entre Estado e a Igreja que ungia e confirmava os reis, e quando um elemento era considerado herético a ponto de ser excomungado, se tornava também um inimigo do Estado. O julgamento do estado era livre da interferência da Igreja nestes casos. Observem  aqui a sentença de condenação retirada do livro “Do infinito, do mínimo e da inquisição em Giordano Bruno”, de Marcos Cesar Danhoni Neves:






Resumo de suas idéias e concepções:


1)- Seu sistema de pensamento era materialista e panteísta onde Deus e o mundo seria um só, Corpo e alma seria duas fases de uma mesma substância.

2)- O universo  além do mundo visível havia uma infinidade de mundos paralelos.


3)- Ele também afirmava que a terra tinha alma, na verdade todos e parte da terra também tinha alma como animais, plantas, minerais tudo é constituído pelo mesmo elemento sem distinção entre seres terrestres e celestes.(1)


3)- O princípio do mundo infinito obriga Bruno a supor que o princípio do mundo não está fora dele, mas é força que está dentro dele. Bruno é contrário à ortodoxia cristã apoiada na metafísica aristotélico-tomista, que colocava Deus como primeira causa, motor imóvel e perfeição absoluta, que seria transcendente, ou seja, com existência plena e separada de suas criaturas.


4)- Concebe Deus como imanente ao Universo e idêntico a Ele. Deus não é o criador nem o primeiro motor, mas a alma do mundo, não é causa transcendente e nem temporária com um momento de criação, mas, como Spinoza diria a causa imanente, a causa interna e permanete das coisas, princípio material e formal das coisas que as produz, organizam e governam de dentro para fora: numa palavra, sua substância eterna. O espaço, segundo ele, não tem limites ou barreiras intransponíveis separando nosso mundo de uma outra região reservada aos espíritos, anjos e Deus.



5)- Deus está misturado nas coisas; mente ou alma do mundo, ordenadora e unificadora das próprias coisas. Em De la causa, principio e uno (também de 1584) ele elabora a teoria física na qual estava baseada sua concepção do universo: “forma” e “matéria” estão intimamente unidas e constituem o “Uno”. Assim o tradicional dualismo dos físicos aristotélicos foi reduzido por ele a uma concepção monística do mundo, implicando a unidade básica de todas as substancias e a coincidência dos opostos na unidade infinita do Ser.A individualidade de cada ente singular é forma individualizada e finita que assume a essência divina infinita. Deus, como unidade além de todos os opostos, não é cognoscível na sua profunda natureza”.(2)


6)- “Como panteísta que é Giordano Bruno considera Deus parte da natureza e princípio imanente a ela, bem como vê o mundo como animal, cuja alma é a sua forma, a qual possui como principal faculdade o entendimento ou inteligência universal, que dirige a natureza: “…e, por sua vez, a alma do mundo é a forma universal do mundo… O entendimento universal é a faculdade íntima, mais real e própria, é a parte mais potente da alma do mundo…iluminando o universo e dirigindo a natureza convenientemente…”( BRUNO, Giordano. A Causa, o Princípio e o Uno. Editora Nova Estella, 1988, trad. Attilio Cancian.)(3)


Isso é só um pouco dos erros teológicos propagados pelo herege. As idéias Panteístas e Materialistas de Giordano eram totalmente contrárias a doutrina Católica. Por  ser religioso Dominicano e por causa de suas idéias heréticas no ano de 1.591, começou o processo de Giordano e, em 1593, ele foi transferido a Roma onde se deu continuidade ao processo. As principais acusações contra ele eram as seguintes:


1)– Defender o uso da magia.

2)– Defender que Jesus Cristo não fez milagre algum e sim magia.

3)– Pregar que todos progrediam, sendo que até os demônios eram salvos.

4)– Acusar a Igreja de promover a ignorância de seus fiéis, para que estes permanecessem como “asnos”.




Portanto, fica claro que “Ao contrário do que se pensa comumente, Giordano Bruno não foi queimado na fogueira por defender o heliocentrismo de Copérnico”.(5) Pois, com afirmam os filósofos e historiadores ele foi além da teoria de Copérnico e na época não havia uma posição Católica oficial acerca do Heliocentrismo e defendê-lo certamente não era considerado uma heresia, tal como nunca foi.



O que causou sua condenação foram suas idéias heréticas e incompatíveis com a fé que professava, e sobre a qual prestou juramento.E é válido lembrar que antes de sua condenação pelo tribunal inquisitório este foi condenado pelos protestantes Calvinistas e excomungado pelos Luteranos, portanto, isso demonstra até que ponto chegava suas heresias.Assim desmascaramos mais uma mentira contra a Santa Igreja e aqui caberia a frase que sempre digo:


 “Os inimigos da Igreja a acusam, mas a história os refuta”.




Se você quiser comprar um livro interessante sobre a Inquisição, adquira a obra "A Inquisição e seu mundo" do Professor da Faculdade de Direito da USP, João Bernardino Gonzaga. O livro é da edição Saraiva e é muito bom.Lá você verá como os jornais e as enciclopédias vulgares mentem e caluniam a Inquisição e a Igreja.


A tortura era o método normalmente aplicado, infelizmente, por todos os países, por todas as polícias, e permitido por todos os códigos legais até o século passado. Foi a Igreja a primeira a não aceitar a confissão sob tortura como prova de culpa. Na Inquisição, ao contrário do que se fazia em todas as partes, a tortura só podia ser aplicada uma vez, sem derramamento de sangue, só com a aprovação do Bispo e com a assistência de um médico. Os papas sempre preveniram os inquisidores de que eles eram pastores e não torturadores nem carrascos.Nas prisões de todos os países, toda pena capital era precedida de torturas punitivas. Por isso os acusados preferiam ser julgados pela inquisição, onde o tratamento era sempre muito menos cruel.



Na Inquisição visava-se a conversão e não a punição do acusado. Por isso, a Inquisição era o único tribunal do mundo que começava dando um prazo de perdão: quem se acusasse de ter agido contra a Fé dentro de um prazo de 15 a 30 dias estava perdoado. O acusado, em qualquer fase do processo, pedindo perdão, estava perdoado. O livro do Professor João Bernardino Gonzaga menciona muitas outras situações que mostram como a Inquisição era misericordiosa em relação aos outros tribunais da época, e como ela foi caluniada. Por exemplo, o condenado à prisão podia sair para cuidar dos pais ou parentes doentes. Permitia-se mesmo ao condenado tirar ... FÉRIAS !!! da prisão em que estava, gozando de um período de liberdade. A Inquisição da Igreja, diferentemente da Inquisição Espanhola, do Estado, não existia para os judeus, muçulmanos ou não cristãos.Ela só julgava quem fosse católico e tivesse traído a Fé.


Há textos de historiadores judeus que confirmam isso. George Sokolsky, editor judeu de Nova York, em artigo intitulado "Nós Judeus", escreveu:



"A tarefa da Inquisição não era perseguir judeus, mas limpar a Igreja de todo traço de heresia ou qualquer coisa não ortodoxa. A Inquisição não estava preocupada com os infiéis fora da Santa Igreja, mas com aqueles heréticos que estavam dentro dela (Nova York, 1935, pg. 53).



O Dr. Cecil Roth, especialista inglês em História do Judaísmo, declarou num Forum sionista em Bufalo, (USA):


"Apenas em Roma existe uma colonia de judeus que continuou a sua existência desde bem antes da era cristã, isto porque, de todas as dinastias da Europa, o Papado não apenas recusou-se a perseguir os judeus de Roma e da Itália, mas também durante todos os períodos, os Papas sempre foram protetores dos judeus...A verdade é que os Papas e a Igreja Católica, desde os primeiros tempos da Santa Igreja, nunca foram responsáveis por perseguições físicas aos judeus, e entre todas as capitais do mundo, Roma é o único lugar isento de ter sido cenário para a tragédia judaica. E, por isso, nós judeus, deveríamos ter gratidão... " (25 de Fev de 1927).


Cristo era a favor da pena de morte como a Igreja em alguns casos?



Quando Pedro cortou a orelha do servo, Cristo disse-lhe: "Pedro, mete a espada na baínha, porque quem com o ferro fere com o ferro será ferido". (Cfr. Mt XXVI, 52 citando Números, XXXV, 16).Repare que Jesus não mandou Pedro jogar fora a espada. Mandou guardá-la, para que Pedro, quando fosse seu representante na Terra, a usasse contra quem ferisse ou matasse outro com a espada.Por isso, no Apocalipse, se diz expressamente "QUEM MATAR À ESPADA, IMPORTA QUE SEJA MORTO À ESPADA" (Apoc. XIII, 10).

E quando Pilatos julgava a Cristo, disse:


"Não me respondes? Não sabes que tenho poder de te perdoar ou de te condenar [à morte]?


Ao que Cristo lhe respondeu:


"Tu não terias esse poder, se não te fosse dado pelo alto" (Jo. XIX, 10).


Logo, Pilatos tinha o poder de condenar à morte, porque lhe fora dado por Deus.Cristo pregou sim o amor e o perdão.Só que o perdão só pode ser dado se a pessoa pedí-lo:
 

“Se teu irmão te ofender setenta vezes sete vezes e pedir-te perdão, deves perdoá-lo setenta vezes sete vezes".


E o amor consiste em desejar o céu para os outros.A Igreja é,foi e será sempre santa. Por isso sempre foi e é odiada. Como Cristo.Quando todos gritaram para libertar Barrabás e para crucificar Cristo, poucos ficaram fiéis a Nosso Senhor.Hoje também, todos gritam calúnias contra a Igreja Católica, a única Igreja de Deus. Nunca apoie os gritos e calúnias contra ela, mas, pelo contrário, repita sempre alto e bom som: 


"Creio na Igreja, Una SANTA, Católica e Apostólica e Romana".


Referências:


(1) http://www.newadvent.org/cathen/03016a.htm
(2) http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-bruno.html#Pante%C3%ADsmo
(3) http://www.paradigmas.com.br/parad10/p10.5.htm
(4) http://www.infoescola.com/filosofos/giordano-bruno/
(5) http://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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