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Papa Francisco refutou qualquer ligação com a Teologia da Libertação de Leonardo Boff

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 8 de janeiro de 2017 | 13:21



As falas do Papa Francisco de solidariedade com os pobres e por uma sociedade justa nada tem a ver com o reducionismo marxista de Leonardo Boff e Frei Betto. A teologia do líder católico não é esquerdista. O próprio Jorge Mario Bergoglio não ocultou jamais seu desacordo com aspectos essenciais desta teologia. Seus teólogos de referência jamais foram Gutiérrez, nem Leonardo Boff, nem Jon Sobrino, mas o argentino Juan Carlos Scannone, que elaborou uma teologia, não da libertação, mas ‘do povo’, centrada sobre a cultura e a religiosidade das pessoas comuns, em primeiro lugar dos pobres, com sua espiritualidade tradicional e sua sensibilidade pela justiça. Nesse sentido, um ano depois da publicação do livro de Gutiérrez e Dom Müller, o então Arcebispo de Buenos Aires expressou que "com a queda do império totalitário do 'socialismo real', essas correntes ideológicas ficaram esvanecidas no desconcerto, incapazes de um replanejamento e de uma nova criatividade. Sobreviventes por inércia, embora ainda existam hoje aqueles que as proponham anacronicamente.Na avaliação de Clodovis, que é irmão de Leonardo Boff, o acontecimento que significou o adeus da Igreja Católica latino-americana ao que restava da teologia da libertação foi a Conferência Continental de Aparecida, no ano de 2007, inaugurada por Bento XVI pessoalmente, e com o seu protagonista, o cardeal Bergoglio.Clodovis Boff, que passou de expoente da teologia da libertação a um de seus críticos mais incisivos, advertiu em 2008 que "o erro fatal desta corrente ideológica é colocar o pobre como primeiro princípio operativo da teologia, substituindo Deus e Jesus Cristo.” A  pastoral da libertação  converte-se em um braço entre tantos da luta política. A Igreja se assimila a uma ONG e assim se esvazia também fisicamente, já que perde operadores, militantes e fiéis. Os de fora e de dentro experimentam pouca atração por uma  Igreja da libertação meramente imanente, porque para a militância já contam com diversas ONGs, enquanto que para a experiência religiosa têm a necessidade de muito mais que uma simples libertação social, indicou Clodovis. Nesse sentido, o risco de que a Igreja se reduza a uma ONG é um sinal de alerta que o papa a Francisco tem falado repetidamente em seus documentos oficiais. Seria enganoso se esquecer disso, ao realizar hoje a releitura do livro de Müller e Gutiérrez.





Em sua visita ao Brasil, mostrou Francisco sobriedade e moderação, numa terra em que o poder se confunde com ostentação e aproveitamentos pessoais. Sua mensagem aos jovens foi honesta e simples: “manifestem-se, mostrem sua discordância com o materialismo, mormente aquele que é cruel com os desvalidos, os que têm fome e não têm saúde. Não se esqueçam da mensagem cristã de mansidão  e fraternidade. Protestem contra a corrupção...”



O papa deixou portanto, claríssimo, que sua mensagem de igreja pobre, voltada primordialmente para os pobres, não significa outra coisa, e que não é veículo de nenhuma ideologia, senão de solidariedade cristã. Condenou a descriminalização das drogas, defendida por boa parte da esquerda brasileira, ideologia de gênero e uniões homoafetivas.




Uma fala do ex-padre Leonardo Boff, um dos arautos da “Teologia da Libertação”, uma impossível mistura de cristianismo e marxismo, de fé e ateísmo, de espiritualismo e materialismo, um Frankenstein filosófico, enfim, açulado contra a Igreja de verdade. Boff, expulso da igreja, tentava uma reaproximação, com a saída de Bento XVI, que o expurgou, e a vinda de Francisco. Falava da simplicidade e da austeridade de Francisco, como se isso o aproximasse da “Teologia” que ele Boff e seus boffentos tanto defendem. Mencionava mesmo uma proximidade anterior do papa com essa corrente na Argentina, e quase que pedia dele uma palavra de comprometimento.Antes de mais nada, Boff mentia. A Teologia da Libertação, de cunho marxista, tal como defendida pelo brasileiro, correspondia na Argentina à linha pregada pelo padre peruano Gustavo Gutierrez Merino, de quem o papa, quando ali vivia, então padre Bergoglio, discordava. Como discordava seu professor de grego, tido como o maior teólogo argentino, o padre Juan Carlos Scannone.A teologia de Scannone, exposta no seu livro (de 1976) “Teoria de La Liberación y Praxis Popular — Aportes Críticos para uma Teologia de La Liberación”, era a mesma que hoje prega o papa, de uma igreja sóbria, voltada principalmente para os pobres, fundada nas condições sociopolíticas da própria Argentina, próxima até da prática peronista de identificação nacional com a religiosidade e a fé dos “descamisados” e longe do internacionalismo marxista. O papa não deixou o Rio sem uma manifestação quanto a essa corrente de uma falsa fé.Na sua fala aos bispos das Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe (Celam), no dia 28 de julho, afirmou com todas as letras:




“A opção pela missionariedade do discípulo sofrerá tentações. É importante saber por onde entra o espírito mau, para nos ajudar no discernimento. Não se trata de sair à caça do demônio, mas simplesmente de lucidez e prudência evangélicas. Limito-me a mencionar algumas atitudes que configuram uma igreja ‘tentada’. Trata-se de conhecer determinadas propostas atuais que podem mimetizar-se na dinâmica do discipulado missionário e deter, até fazê-lo fracassar, o processo de Conversão Pastoral... Menciono apenas algumas: a) O reducionismo socializante... Trata-se de uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais. Engloba os campos mais variados, desde o liberalismo de mercado até a categorização marxista”.



É curioso, no mínimo, constatar que a imprensa, sempre ávida em colher impressões de Leonardo Boff, Frei (?) Betto, Pedro Casaldáliga, e CIA LTDA, não os tenha entrevistado sobre essa fala do papa. Não tenha pedido que interpretassem as expressões “espírito mau”, “igreja tentada”, “reducionismo socializante”, “categorização marxista”. Seria tão interessante ouvi-los não acham ?



Leonardo (Genésio) Boff escreveu, aliás, no “Diário da Manhã” do dia 31 de julho, suas impressões sobre a visita papal. Desconheceu, ignorou, fez como se nunca tivessem sido ditas, as importantes palavras de Francisco sobre a infiltração marxista na Igreja.



Fonte: Jornal Opção



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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